Hoje eu vou esquecer meu terno na mesa
Não vou reparar no espelho a vaidade
Vou sair de casa sem nenhuma certeza
À procura da utópica liberdade
O meu destino será algum lugar
Que não conheço as latitudes e longitudes
Mas apenas como chegar
Passando por planícies e altitudes
No meu carro, um som levemente alto
A tocar a música preferida
Meu espelho agora é o asfalto
Que me reflete a realidade da vida
Nos cabelos, o vento
No pulso, a felicidade bombeada por adrenalina
Na memória, a eternidade de um momento
No motor, a combustão da gasolina
Sinto o cheiro dos campos verdejantes
Meus olhos refletem o calor do Sol ardente
Que me liberta da sensação agonizante
Do cotidiano livre apenas na mente
quinta-feira, 31 de março de 2011
terça-feira, 22 de março de 2011
Aprendiz
Com Drummond quero entender
Os segredos dos sentimentos e da vida
Saber apreciar o viver
Ao lado da minha Querida
Quero conversar com Clarice
Para que me ensine a amar
Que arranque minhas crendices
Para com o coração pensar
Que me ensine o Mestre Neruda
Os sabores de quais frutas
Tem os prazeres da Carne desnuda
E suas sensações absolutas
Descobrir a minha Boca do Inferno
Para a Alteza saborear
Suplicar pelo perdão de um Pecado eterno
Que nesta vida ei de devorar
